Sexta-Feira, 23 de Junho de 2017 às 11:04

Suspensão de carne bovina para o EUA pode afetar o Tocantins

 A suspensão da importação de carne bovina in natura do Brasil anunciada ontem pelos Estados Unidos pode vir a afetar diretamente frigoríficos no Tocantins. Segundo o superintendente federal da agricultura no Tocantins Rodrigo Guerra, hoje são duas plantas que estão habilitadas para revendem para o país, a Minerva, em Araguaína e a Cooperfrigu, em Gurupi.

 “Eles ainda não tinham começado as exportações, mas um dos frigoríficos tinha um pedido de carne in natura já realizado”, relatou. Segundo ele, com a restrição é possível que possíveis pedidos tenham que esperar ou deixem de ser realizados as empresas do Estado.

“Outra preocupação é o efeito domino que uma restrição pode causar”, relatou que muitos mercados acompanham as decisões dos EUA. Além dos prejuízos financeiros devido a restrição, Guerra lembra que também pode haver prejuízos de emprego. “Esses frigoríficos, com a abertura do mercado dos EUA, que sempre foi muito restrito, contrataram funcionários para atender à exigência do país. Eles ficam parados com esse período e caso a restrição dure por muito tempo pode ocasionar em demissões”, relata.

Causa

 Conforme explicou Guerra, a restrição se deve às autoridades sanitárias americanas identificarem irregularidades provocadas pela reação à vacina contra a febre aftosa. “O procedimento da vacina é importante para o país ficar livre da doença e a reação é bastante comum aos animais”, coloca. O abscesso gera uma inflamação no local vacinado.

 “Esperamos que a negociação com o país tenha resultados positivos e que a restrição seja retirada o mais rápido possível para diminuir os impactos”, comenta.

 Adapec

 “Não vemos como um problema sanitário. O abscesso é uma reação comum. Por isso orientamos os produtores a vacinar os animais em locais que não são carnes nobres, usadas para a exportação”, relata o presidente da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), Humberto Camelo.

 Suspensão

O anúncio foi feito ontem pelo secretário de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue. A suspensão ficará em vigor até que o Ministério da Agricultura do Brasil adote medidas que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) considere satisfatórias. Desde março, o Serviço de Segurança Alimentar e Inspeção (FSIS) do USDA inspecionou 100% da carne in natura vinda do Brasil, e rejeitou 11% desses produtos.

O número é bem maior do que a taxa média de rejeição de 1% para a carne importada de outros países, disse o USDA. Desde o início das inspeções mais rigorosas, foram rejeitados 106 lotes de produtos de carne bovina do Brasil, devido a preocupações de saúde pública, condições sanitárias e questões de saúde animal. O USDA ressaltou que nenhum dos lotes rejeitados entrou no mercado norte-americano.

 

Tag's: Tocantins, Palmas, Polícia

Fonte: Jornal do Tocantis

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