Terça-Feira, 13 de Junho de 2017 às 07:45

Servidor público é detido por suspeita de praticar vários crimes

Uma ação da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (Derfrva), com apoio da Corregedoria Geral da Polícia Civil, deflagrada na manhã desta segunda-feira, 12, em Porto Nacional, resultou na apreensão de bens do escrivão de polícia civil Rogério de Almeida Souza, 35 anos.

Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), Souza é suspeito de integrar uma organização criminosa responsável pela prática de vários crimes, com atuação em Palmas e no interior do Estado.

Conforme a SSP, policiais Civis cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do escrivão, local onde foi realizado o sequestro judicial de bens do suspeito, além do afastamento das funções e cargo público, exercidos pelo policial civil.

Durante a operação, segundo a SSP, foram apreendidos um veículo de luxo, marca Land Rover, modelo Feelander 2, além de um Fiat Siena e vários relógios de luxo.

Conforme informou o delegado Rossílio Correia, há aproximadamente quatro meses foi iniciada uma investigação sigilosa  que apura crimes perpetrados por uma associação criminosa bastante consolidada na cidade de Porto Nacional, e que é especializada na pratica de crimes de estelionato, uso de documentos falsos, falsificação de documentos públicos, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

“As investigações revelaram a participação direta do escrivão de polícia civil nos crimes acima mencionados”, informou o delegado.

Ainda de acordo com a SSP, durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que havia outros indivíduos envolvidos, sendo um deles identificados como o escrivão de Polícia Rogério de Almeida Souza, integrante do grupo criminoso.

“Inicialmente foram  identificados como membros do grupo Muriel Santos Melo, Max Millian Pires Santana, Josivaldo Gomes da Cruz, vulgo ‘Valdir’ e Overaldo da Cunha Rosal Filho, conhecido como ‘Filho’”, esclareceu o delegado.

Os envolvidos no esquema, ainda segundo o delegado, tentaram financiar até mesmo veículos apreendidos pela Denarc e DERFRVA.

“Quando as vítimas iam vender os carros descobriam financiamentos fraudulentos no gravame dos veículos com valores que chegavam a R$ 100 mil cada financiamento. Os serviços fraudulentos eram feitos pelo escrivão no computador da delegacia plantonista de porto nacional”, ressaltou o delegado.

Correia esclareceu ainda que, “as investigações mostraram que Rogério usava a sua senha pessoal do sistema EPROC, para finalidade diversa da qual foi criada, ou seja, com o fim de coletar dados sigilosos  - CNHs de vitimas e ou indiciados e depois enviá-las para Melo e Santana, e estes, com a ajuda de outro investigado, falsificá-las”, disse o delegado.

No decorrer das investigações, de acordo com a secretaria, foram identificadas dezenas de CNHs captadas no sistema EPROC pelo escrivão e depois enviadas para os comparsas Muriel e Max, conforme a SSP.  Segundo informações enviadas pelos bancos, ao delegado, muitas dessas CNHs teriam sido usadas em financiamentos fraudulentos.

O delegado disse que as investigações foram intensificadas no sentido de identificar e prender os demais integrantes da organização criminosa que, “somente nos últimos meses teria movimentado a quantia aproximada de R$ 2 milhões de reais”, pontuou o delegado.

 

Tag's: Tocantins, Polícia, Palmas

Fonte: Jornal do Tocantis

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