Quinta-Feira, 29 de Junho de 2017 às 10:32 - Atualizado em Quinta-Feira, 29 de Junho de 2017 às 10:18

Advogado vítima de atentado vem ao Tocantins apresentar manifesto

Ontem o advogado Walmir Oliveira da Cunha, de Goiânia, esteve com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins (OAB-TO) para apresentar o “Manifesto em Defesa à Advocacia e à Dignidade da Justiça”. No manifesto ele pede quatro alterações na Lei nº 8.906 que fala sobre o exercício da advocacia, além de uma alteração na criminalização como crime hediondo o atentado a membros da área jurídica do país.

“Quero as alterações para que seja garantida a dignidade e o auxílio àqueles que são vítimas de ameaças ou atentados no exercício da sua profissão, como eu fui”, coloca. Cunha, ficou gravemente ferido após uma explosão de um dinamite, que recebeu dentro de uma caixa como “presente”, em setembro do ano passado, em Goiânia.

Atentado

Ao Jornal do Tocantins, o advogado contou quando saia do escritório sua secretária informou que ele havia recebido a correspondência. “Era uma daquelas caixas de madeira para vinha, como tenho um cliente que trabalha com vinícolas achei que fosse dele”, contou. Mas, ao tirar o embrulho ele percebeu que um dos lados da caixa estava “mole”. Quando Cunha apertou o local ele escutou um barulho como um temporizador. “Logo imaginei que era uma bomba”, relatou.

Segundo ele, ele ia arremessar a bomba para longe, mas ela explodiu em suas mãos. O advogado teve quatro dedos da mão esquerda decepados, além de cerca de 40% do corpo queimado com a explosão. “Tive que fazer um implante de pele em uma das mãos e passei por oito cirurgias. Hoje faço terapia ocupacional e tomo remédio para controlar as dores”, colocou.

Apesar do incidente, Cunha disse que continua advogando e que não se intimidou. “Quando estava me recuperando fiquei sabendo de um colega que foi morto durante uma ação processual que trabalhava. Isso me despertou para agir”, comentou. Ele conta que começou a fazer pesquisas e que descobriu que atentados à profissionais da área jurídica, desde advogados a juízes, vem aumentando nos últimos anos. Foi quando ele resolveu propor o manifesto e começou a visitar as seccionais da OAB em todo o país. “Já foi ao Pará, São Paulo, obviamente Goiânia, e agora ao Tocantins”, relatou.

Autoria

Segundo Cunha, após a investigação policial, foi descoberto que os autores do atentado tinham sido dois policiais federais aposentados, Ovídio Rodrigues Chaveiro e Valdinho Rodrigues Chaveiro. A bomba foi uma represália ao fato de Cunha ter ganhado uma ação na área de Direito de Família sobre a guarda da neta de um dos policiais aposentados. A guarda ficou com o pai da criança e não a mãe, que é filho do ex-agente.

 

Tag's: Tocantins, Palmas, Polícia, Política

Fonte: Jornal do Tocantis

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