Quinta-Feira, 19 de Abril de 2018 às 17:28 - Atualizado em Quinta-Feira, 19 de Abril de 2018 às 17:20

Governo vai construir 5 novos abrigos para acolher venezuelanos

O prefeito de Laranjal do Jarí, Márcio Serrão, disse na manhã desta quinta-feira (19) ao vivo por telefone no programa LuizMeloEntrevista (DiárioFM 90,9) que a situação é crítica em Laranjal do Jarí por causa da elevação do nível do rio que, segundo ele, já ultrapassa dois metros e 30 centímetros e tende a subir ainda mais por causa da grande incidência de chuvas que está prevista para ocorrer até o final do mês. Até agora, de acordo com o prefeito, a enchente atinge diretamente mais de 9 mil pessoas.


 

“Fazendo um comparativo de 2017 e 2018, este ano chegamos a uma situação crítica, porque no ano passado a régua da Defesa Civil Municipal registrou 2 metros e 26 centímetros e este ano já chegamos a 2 metros e quarenta centímetros, com a inundação causando transtorno muito grande para toda a população da área baixa, criando problemas seríssiimos para quem mora em regiões de palafitas. Para que se tenha idéia do problema, em 2017 a cheia atingiu cerca de 7 mil famílias, e este ano já temos mais de 9 mil famílias atingidas”, detalhou.


 

Por conta dessa situação o prefeito decretou estado de emergência: “Esse quadro crítico nos levou a decretar estado de emergência. Estamos tendo todo o apoio da Defesa Civil, que está trabalhando em conjunto com a Guarda Municipal, que é a Defesa Civil do Município, e as equipes enviadas pelo governo do estado (GEA). Hoje temos o registro de 22 famílias desabrigadas, que foram colocadas na Escola Mineko, mas estamos abrindo mais abrigos numa associação esportiva, enquanto que os desalojados, que hoje totalizam mais de 60 famílias, estão sendo alojados em casas de familiares e amigos, como também em imóveis alugados”.


 

Situação é crítica


Também entrevistado por telefone pela bancada do programa, o comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar (CBM/AP) e coordenador geral da Defesa Civil Estadual, coronel Wagner Coelho Pereira contestou os números contabilizados pelo prefeito, mas admitiu que a situação é crítica em Laranjal do Jarí:


– Estamos realizando um trabalho permanente de monitoramento e assistência às vítimas da inundação, o serviço não pára. Quero corrigir os números informados pelo prefeito, porque eu na realidade o nível do rio atingiu 2 metros e 30 centímetros, o que é muito preocupante, porque há forte influencia do Rio Amazonas no Rio Jarí, e como o Jarí está mais baixo que o Amazonas, com as chuvas da cabeceira agravando ainda mais a situação, que já é crítica. O problema ainda é maior porque a maioria dos moradores se recusam a deixar suas casas, uns com receio de saques, outros porque dizem que não têm para onde ir. Mas a Defesa Civil está e tem que estar preparada para receber os desabrigados”.


 

Conforme explicou o comandante, as equipes estão em Laranjal do Jarí realizando um trabalho integrado com a prefeitura: “O governador Waldez determinou que o estado viesse para cá e estamos dando esse apoio. Agora com o decreto de emergência assinado pelo prefeito haverá mais condições para a prefeitura fazer gastos dentro da previsão legal, além de possibilitar a vinda de recursos do estado e do governo federal. O importante é que está havendo um trabalho integrado eficiente no atendimento às vítimas”. 

 

Fornecimento de água


O diretor-presidente da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) Valdinei Amanajás, também ouvido pela bancada do programa, afirmou que está sendo desenvolvido um esquema especial para tratamento e distribuição de água tratada para a população, e que a estrutura da Companhia está sendo reforçada por um laboratório móvel que foi deslocado para Laranjal do Jarí pela Funasa (Fundação Nacional de Saúde):


– Nós já encaminhamos nossas equipes da área técnica, que levaram 300 kits de hipoclorito para distribuir na região. Estamos tendo dificuldades para comprar o produto, mas essa dificuldade todos os estados estão enfrentando, mas já estamos providenciando e semana que vem virá mais para que não todas as famílias atingidas pela cheia sejam atendidas. Inclusive a nossa estrutura em Laranjal do Jarí está sendo reforçada com um laboratório móvel cedido pela Funasa para que a análise da qualidade da água seja aferida permanentemente, em tempo real.

 

 

Outra preocupação de Amanajás é a possibilidade iminente da água que é distribuída a toda a população, inclusive aos moradores das áreas mais altas, que não foram atingidas pela inundação: “Estamos distribuindo normalmente no restante dos bairros, mas nossa preocupação maior é que na parte baixa as tubulações são antigas e muitas estão com vazamentos. Nossa preocupação é o risco de essa água ficar contaminada, por isso o laboratório da Funasa é de grande valia para fazermos a análise, o tratamento e a distribuição”.

Tag's: governo, construir, cinco, abrigos, acolher, Venezuelanos

Fonte: jornalroraimahoje.com.br

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