Sexta-Feira, 07 de Julho de 2017 às 06:58

Belém tem a 10ª cesta básica mais cara do país

A cesta básica de alimentos comercializada em Belém apresentou queda de 2,42% no mês de junho. O custo dela alcançou R$ 393,01, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese-PA). Mesmo assim, a capital paraense está no 10º lugar no ranking das capitais mais caras do País no que diz respeito ao custo da alimentação básica. A maioria dos produtos apresentou quedas de preços, com destaque para a banana, com redução de 7,40%, seguida do tomate, com queda de 7,10%, pão, que teve um decréscimo de 6,83% e a carne bovina, com queda de 4,44%. Poucos produtos apresentam reajustes de preços, com destaque para o feijão, com alta de 36,32%.

Segundo o Dieese/PA, o custo da cesta básica para uma família padrão paraense, composta de dois adultos e duas crianças, ficou em R$ 1.179,03 sendo necessários, portanto, cerca de 1,26 salários mínimos para garantir as mínimas necessidades do trabalhador e sua família, somente com alimentação. A cesta mais cara foi registrada em Porto Alegre (R$ 443,66), seguida por São Paulo (R$ 441,61), Florianópolis (R$ 432,40) e Rio de Janeiro (R$ 420,35). Os menores valores médios foram observados em Rio Branco (R$ 333,35) e Salvador (R$ 350,22).

SALÁRIO-MÍNIMO

Com base na cesta mais cara, que, em junho, foi a de Porto Alegre, no período o salário-mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser o equivalente a R$ 3.727,19, ou 3,98 vezes o mínimo atual, de R$ 937,00. Em maio de 2017, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.869,92, ou 4,13 vezes o mínimo vigente. Em junho de 2016, o salário-mínimo necessário foi de R$ 3.940,24, ou 4,48 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 880,00.

Quando se compara o custo da cesta e o salário-mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em junho, 44,83% do salário-mínimo para adquirir os mesmos produtos que, em maio, demandavam 45,81%. Em junho de 2016, o percentual foi de 49,98%.

 

Tag's: Pará, Capital, Belém

Fonte: DOL

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