Terça-Feira, 05 de Dezembro de 2017 às 08:29

5ª URE foi alvo da Operação Apate e polícia cumpre mandados de busca e apreensão

Polícia Civil cumpriu na manhã de sexta-feira (1) novos mandados de busca e apreensão da Operação Apate, que investiga a falsificação de diplomas e venda de cargos na Secretaria Municipal de Educação (Semed) em Santarém, no oeste do Pará. Os alvos foram a 5ª Unidade Regional de Educação (URE) e a casa de um servidor lotado pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc).

O objetivo foi apreender documentos, objetos e instrumentos usados para a falsificação de certificados. O servidor público é apontado nas investigações como o fornecedor de diplomas falsos de magistério.

As buscas e apreensões foram solicitadas pela Polícia Civil e Ministério Público, e decretadas pelo juiz Rômulo Nogueira de Brito, em virtude da informação que aponta o envolvimento do servidor no esquema de fraudes.

A operação

A operação Apate foi deflagrada no dia 21 de novembro pela Polícia Civil e Ministério Público Estadual. Durante a operação foram cumpridos três mandados de prisão temporária, nove medidas cautelares e 14 mandados de busca e apreensão.

Com as investigações ficou comprovado que três pessoas vendiam os documentos e faziam a contratação na Semed, e 13 servidores usavam os diplomas no exercício da profissão, sendo que todos os envolvidos foram contratados nesta gestão de 2017.

A prisão das três mulheres se deu porque elas ameaçavam outras pessoas envolvidas no esquema de fraudes em diplomas falsos e venda de cargos na secretaria e tentavam atrapalhar o curso das investigações.

O juiz titular da 2ª Vara Criminal de Santarém, Rômulo Nogueira de Brito, decidiu prorrogar por mais cinco dias, a prisão temporária das ex-servidoras. Com o fim do prazo na quinta-feira (29), a Justiça decidiu colocá-las em liberdade, porém sob medidas cautelares da prisão.

Na representação à Justiça, o delegado Castro justificou o pedido de prorrogação das prisões que “há a necessidade no caso em questão de colher outros elementos de informação, o que só será possível com a apreensão das investigadas, tendo em vista que as mesmas estão a interferir no procedimento investigatório o que demonstra o ânimo de atravancar a elucidação do crime”.

Nos autos, o delegado relatou que há muitas contradições entre os depoimentos das acusadas havendo necessidade de acareações entre elas para saber quem está falando a verdade.

Investigações na Semed

As fraudes nos diplomas foram constatadas em uma investigação interna no fim do mês de setembro após uma denúncia. O setor de recursos humanos da pasta fez o levantamento das documentações do quadro de pessoal e verificou indícios de falsificação.

Apesar de os funcionários serem lotados em unidades de ensino diferentes, o local da possível expedição do diploma era o mesmo: a Escola Estadual Felisbelo Jaguar Sussuarana. A Semed solicitou à instituição que emitiu os diplomas informações como veracidade dos documentos, período em que foi cursado e histórico escolar. A direção da escola nega a informação e diz que nunca houve o curso de magistério na instituição.

Com a constatação e posterior exoneração dos servidores no início de outubro, a titular da Semed, Marluce Pinho informou que todas as pessoas lotadas na rede iriam passar por verificação documental.

Tag's: Pará, Santarem, URE, Operação Apate

Fonte: Globo.com

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