Sábado, 19 de Maio de 2018 às 08:34

Seis são procurados por desviar R$ 6 milhões da Unimed Manaus

Seis pessoas são procuradas pela polícia, suspeitas de envolvimento em um esquema que desviou R$ 6 milhões da Unimed Manaus em um ano e meio de atuação criminosa. Três ex-funcionários e seus companheiros, incluindo o gerente financeiro da cooperativa médica, Flávio Lavareda Leão Filho, 33 estão foragidos.


No final do mês passado, uma quarta funcionária foi presa por policiais do 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP). A atendente Silvia Borges Nogueira, 35, foi demitida depois de ser apontada pelo desvio de cerca de R$ 30 mil das mensalidades dos clientes, pagas em dinheiro, na unidade da Unimed na Avenida Constantino Nery.

 

Segundo o delegado do 12º DIP, Rafael Guevara, Silvia foi quem entregou o esquema milionário do trio de funcionários da alta cúpula da Unimed.


“Ela subtraia o dinheiro e lançava no sistema o pagamento como débito em conta. Como vários clientes, quando passaram pelo constrangimento de ter boletos em aberto, reclamaram à Unimed, eles (a cooperativa médica) começaram a apurar e viram que todas as falhas partiam da assistente administrativa”, disse o delegado. 


Procurados


Além do gerente financeiro, a polícia está à procura do companheiro de Flávio, Alexandre Holanda do Nascimento, 37, a ex-supervisora financeira Marineide do Vale Maia, 33 e seu marido Renildo da Cruz Teixeira, 37 e o analista financeiro Diego da Silva Martins, 31 com sua companheira, Rita Cássia Bentes Martins, 37.


“Na Unimed, quando o funcionário é demitido, ele passa por uma entrevista e, nessa entrevista, ela disse: ‘Há gente forte no financeiro que faz as coisas erradas’, indicando o esquema na diretoria da cooperativa”, explicou Guevara.


Como funcionava o esquema

 

O trio de funcionários da diretoria financeira fazia repasses para 47 empresas fantasmas há um ano e meio, segundo Guevara. O valor era repassado para o nome dos companheiros.

 

A Unimed identificou, por meio de uma auditoria, a participação dos ex-funcionários no esquema e comunicou à Polícia, segundo o delegado responsável pelo caso.

 

“Quando tínhamos os mandados de prisão e fomos executar, eles não estavam, sabiam que estavam sendo investigados”, disse o delegado.

 

Os funcionários envolvidos no esquema foram demitidos pela cooperativa médica há quatro meses. A investigação policial durou 90 dias.

 

Tag's: desviar, dinheiro, esquema, milhões

Fonte: diariodoamazonas.com.br

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