Quinta-Feira, 21 de Junho de 2018 às 11:22 - Atualizado em Quinta-Feira, 21 de Junho de 2018 às 11:58

Amazonas perde mais de 1,2 mil vagas de trabalho, em maio, segundo MTE

Manaus – O Amazonas registrou desempenho negativo na geração de vagas formais, em maio, com a perda de 1.211 postos de trabalho. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o resultado é pior que maio de 2017, quando a retração foi de 225 vagas. Esse é o quinto ano de recuo no emprego, em maio, na série histórica, desde 2013, quando foram criados 54 postos com carteira assinada. No País, o saldo foi positiva em 33,6 mil postos de trabalho, mas abaixo das 34 mil vagas contabilizadas, em maio de 2017.


No Estado, esse foi o terceiro pior resultado na série iniciada em 2003, atrás de maio de 2015 (-4.758) e maio de 2014 (-2.604).


A indústria fechou 976 vagas no quinto mês do ano, influenciada principalmente pelo encerramento de 629 vagas da indústria de material elétrico e de comunicação (televisores e celulares). A construção civil também apresentou mais demissões que admissões, com saldo negativo de 351 postos formais. O comércio, por sua vez, encerrou 30 vagas, em maio.


O setor de serviços foi o que mais abriu vagas em maio, 131 empregos, e na extrativa mineral foram 19.


Acumulado
De janeiro a maio, o saldo também ficou negativo com 1.492 postos fechados, influenciado, na maior parte, pela construção civil, com 976 vagas encerradas, e pela indústria, que teve retração de 664 empregos formais. Comércio e agropecuária também aparecem com saldo negativo de 857 e 205 empregos no período, respectivamente.


Por outro lado, serviços abriu 1.068 vagas nos primeiros cinco meses do ano, influenciados, principalmente pelo desempenho do setor de ensino (639) e serviços médicos, odontológicos e veterinários (599).


No período de 12 meses, o saldo de empregos formais é de 4.532 vagas, no Estado, puxado pelo comércio com a criação de 2.820 postos e serviços com 2.205 vagas. Por outro lado, a construção civil e a indústria fecharam, nesse período, 349 e 257 postos de trabalho formal, respectivamente.


Interior


Entre os municípios do Amazonas com mais de 30 mil habitantes, Boca do Acre (a 1.028 quilômetros a sudoeste de Manaus) apresentou o maior saldo de empregos com a criação de 63 postos formais, seguido por Humaitá (a 590 quilômetros a sudoeste da capital) com 28 vagas abertas, em maio.


Na outra ponta, Iranduba (a 27 quilômetros a sudoeste de Manaus) e Itacoatiara (a 176 quilômetros a leste) encerraram mais vagas no mês, com 35 e 15 postos de trabalho fechados, respectivamente. Manaus responde por 98% do resultado do Estado.


Região
Das cinco regiões do País, quatro tiveram saldo positivo no emprego em maio. A principal delas foi a Sudeste, onde foram criadas 30.840 vagas. No Nordeste, foram 10.710 novos postos, enquanto o Centro-Oeste gerou 3.962 empregos. A Região Norte também fechou maio com saldo positivo de 1.560 postos. Apenas o Sul teve desempenho negativo, com o fechamento de 13.413 postos.


Minas Gerais, com saldo de 19.823 empregos formais, foi o Estado com maior destaque, seguido por São Paulo (9.155), Bahia (5.935); Espírito Santo (5.001), Maranhão (2.075) e Mato Grosso (2.064). Os piores resultados foram registrados no Rio Grande do Sul, que fechou 10.727 vínculos empregatícios, Santa Catarina (-4.484) e Rio de Janeiro (-3.139).


Saldo do emprego formal no País cresce com 33,6 mil vagas
O emprego formal ficou positivo no País e fechou maio com saldo de 33.659 postos de trabalho. O resultado é decorrente de 1.277.576 admissões e de 1.243.917 desligamentos. Com esse resultado, 2018 já acumula 381.166 novos postos de trabalho, uma variação de 1.01%.


Quando avaliados os últimos 12 meses, entre junho de 2017 e maio de 2018, houve um crescimento de 284.875 postos de trabalho.


Para o ministro do Trabalho, Helton Yomura, esses números demonstram que as medidas econômicas adotadas pelo governo federal estão apresentando resultados. “Mesmo com problemas pontuais, como a greve dos caminhoneiros, que afetou a economia como um todo, novos postos de trabalho continuaram a ser gerados. Isso confirma a robustez de nossa economia e o esforço de todos – governo, empresários e trabalhadores – para vencermos o desemprego”, avalia.


Dos oito setores econômicos, seis apresentaram crescimento, em maio. Agropecuária (29.302 postos) e serviços (18.577 postos), foram os destaques em novos postos, diferente do Comércio (-11.919 postos) e Indústria (-6.464 postos). 

Tag's: amazonas, vagas, trabalho,

Fonte: diariodoamazonas.com.br

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