Terça-Feira, 10 de Abril de 2018 às 09:44

Veja como fica o cenário no Amapá com o fechamento da janela partidária

Desde 2015, com a lei nº 13.165/2015, conhecida como a “lei da reforma eleitoral”, houveram mudanças que já passaram a valer nas eleições municipais de 2016. Uma delas foi o aumento no prazo para a mudança partidária sem a perda no mandato. Antes, o prazo para mudar de partido era de um ano antes das eleições. Mas com a nova lei, o prazo diminuiu para 6 meses antes do primeiro turno pleito, ou seja, 7 de abril.


No Amapá, assim como em 2016, muitos políticos aproveitaram o prazo para formar novas alianças para o as eleições gerais de outubro de 2018. Com intuito de esclarecer aos eleitores parte da movimentação entre os pré-candidatos, o Jornal A Gazeta mostra algumas mudanças entre as siglas.


Troca-troca


Nos últimos dias, mais especificamente no dia 5 de abril, uma das trocas mais comentadas, foi a da ex-candidata à prefeitura de Santana, Professora Zilma, que deixou o DEM e assinou a ficha no PDT. A transferência foi articulada pelo próprio presidente da legenda, o governador Waldez Góes. Com a mudança, a filiação de Zilma consolidou o rompimento com o grupo do senador Davi Alcolumbre.


Na Assembleia Legislativa (Alap) ocorreram mudanças significativas. O presidente Kaká Barbosa assinou ficha de filiação no PR e se tornou mais uma grande liderança dentro da sigla. No mesmo sentido, o deputado estadual Jaci Amanajás deixou o PV e se filiou no MDB, buscando uma maior possibilidade de reeleição. Deputada Luciana Gurgel também passou para o PR, onde concorre à reeleição.


Outras mudanças visando o pleito de outubro ocorreram na Câmara de Vereadores de Macapá. O vereador Jorielson Nascimento trocou o PRP pelo PR, para se tornar pré-candidato a deputado federal e vice do diretório da legenda em Macapá. Outros vereadores também mudaram de partido, como Odilson Nunes, que saiu do PRB e se filiou no PR e Rayfran Beirão, que deixou o PR e foi para o PMB.

No penúltimo dia para o fim do prazo - sexta-feira- foi anunciada nova filiação ao PSD do ex-deputado estadual Bruno Mineiro, que deixou PTdoB e se junta ao quadro do novo partido buscando uma vaga no legislativo estadual.


O ex-senador Bala Rocha deixou o Solidariedade (SD) e assinou ficha de filiação no PSDB, para provavelmente concorrer a uma vaga ao senado federal, na coligação que terá o senador Randolfe Rodrigues (Rede).


Também assinou filiação em nova casa, a vice-prefeita de Macapá, Telma Nery, que deixou o DEM e virou tucana do PSDB. Apesar da saída da legenda de Davi, eles continuam alinhados para as eleições majoritárias.


Outras mudanças


Entre as candidaturas desse ano, estão ainda a do ex-secretário de Planejamento Antônio Teles Júnior, que pediu exoneração do cargo e se filiou ao PDT. Também o professor Alberto Tostes, que pretende concorrer como federal pela Rede e a secretária estadual de juventude, Joelma Santos, que deixou a pasta para concorrer à Câmara Federal.


A Rede também recebeu Claudiomar Rosa, que era liderança do Psol e secretário de Clecio. Rosa pretende concorrer ao Parlamento Estadual.


O diretor do Sebrae, João Carlos Alvarenga, também manifestou suas intenções políticas esse ano, concorrendo a uma cadeira de deputado federal pelo PSD, partido liderado por Marcos Reátegui que, há alguns dias, já havia recebido reforço com a filiação do vice- governador Papaléo Paes.


Outra movimentação visando às eleições foi a filiação da bióloga e pedagoga Anne Távora no Solidariedade. Ela rompeu com o PT e no SD deve ser candidata ao senado.


Ainda isolado, o PSB apresentou o nome do ex - reitor da Universidade Federal do Amapá (Unifap), José Carlos Tavares que segundo informações, é pré-candidato a deputado federal.


Análises


Duas legendas mostraram uma maior evolução para buscar o coeficiente eleitoral, sendo uma para o legislativo estadual e a outra para federal. No primeiro caso (estadual), o MDB recebeu a adesão de um deputado de mandato no caso, Jaci Amanajás, com isso a legenda passa a ter 3 deputados e como as coligações de desenham, o partido deverá eleger 2 ou 3 nomes.


Para o legislativo federal, o PDT cresceu muito com a chegada da Professora Zilma, que teve 9,730 votos nas últimas eleições. Também reforça a legenda, o economista Teles Júnior. Juntos poderão alavancar uma provável coligação (PDT/MDB) que poderá eleger até 3 deputados.


Com grande número de filiados, o PR se destaca. Informações preliminares indicam que o partido não deverá coligar nas eleições proporcionais (Estadual e Federal), pois terá um grande time de candidatos e todos com possibilidades de serem bem votados. A informação ainda não foi confirmada pelo partido.


O PSD também entra forte nas eleições desse ano com a chegada de Alvarenga do Sebrae e de Papaléo Paes.


Prazos


Após o fechamento da janela partidária, ainda no mês de abril, findam outros prazos da Justiça Eleitoral:


Na terça-feira (10) - Último dia para o órgão de direção nacional do partido político publicar, no Diário Oficial da União, as normas para a escolha e substituição de candidatos e para a formação de coligações, na hipótese de omissão do estatuto.


Também é data a partir da qual, até a posse dos eleitos, é vedado aos agentes públicos fazer, na circunscrição do pleito, revisão geral da remuneração dos servidores públicos que exceda a recomposição da perda de seu poder aquisitivo ao longo do ano da eleição.


Na segunda-feira (30) – É a data-limite para a prestação de contas anual dos partidos políticos. 

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Fonte: jornalagazeta-ap.com.br

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