Quinta-Feira, 20 de Dezembro de 2018 às 17:08

Túmulos são profanados nos cemitérios de Macapá

 O programa LuizMeloEntrevista (DiárioFM 90,9) foi palco nesta quinta-feira (20) de reclamações de dezenas de ouvintes sobre a falta de segurança nos cemitérios de Macapá. Os casos mais recentes foram nas sepulturas dos ex-deputados estaduais Ocivaldo Gato e Dalton Martins, e do patrono do Ijoma, Joel Magalhães, no Cemitério São José, bairro Buritizal.

 

 

Entrevistados pela bancada do programa, o presidente do Ijoma, padre Paulo Roberto e o secretário de manutenção urbanística (Semur) da prefeitura de Macapá (PMM) falaram sobre o problema. Para o sacerdote, que foi o fundador do Instituto, e trabalha na prevenção e combate ao câncer, é necessário que o Estado “assuma a responsabilidade de proteger os cemitérios, por se tratar não apenas da preservação do bem material, mas sobretudo de bens imateriais, pois nos túmulos repousam entes queridos, que frequentemente são visitados por parentes e amigos em momentos de reflexões e de saudades”.

 


Padre Paulo Roberto lembrou que a violação de túmulos é crime previsto na legislação penal, mas reclamou da falta de fiscalização e de ações mais efetivas por parte dos órgãos de segurança pública. “É dever do Estado fazer essa proteção, mas infelizmente não é isso que acontece, como também não temos notícias de identificação e punições desses indivíduos que agem motivados única e exclusivamente para fazerem o mal”, desabafou. Vários ouvintes interagiram e relataram vários outros casos de profanação; um deles denunciou até a realização de festas com bebidas alcoólicas e consumos de drogas em cima de túmulos.

 

 

O secretário da Semur explicou que durante o dia há vigilância interna permanente nos cemitérios, mas a partir das 18h a segurança existe apenas nos entornos, por meio da Guarda Municipal. Ele ressaltou a necessidade de um trabalho integrado com o governo do Estado. “Trata-se de um caso de segurança pública, e nesse caso não é competência apenas da Guarda Municipal, por se tratar não só do patrimônio, mas sim de profanação de túmulos, que é crime previsto na legislação penal. Nossas polícias estaduais, a Civil e a Militar, têm que atuar de forma integrada com a Guarda Municipal, para que casos lastimáveis como esses não continuem ocorrendo”, sugeriu.

Tag's: TÚMULOS, PROFANADOS, CEMITÉRIOS, MACAPÁ, DENÚNCIAS

Fonte: Diário do Amapá

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