Sábado, 19 de Maio de 2018 às 08:30

Amapá apresenta maior taxa de desemprego, aponta IBGE

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na quinta-feira (17), apontam que o Amapá possui a maior taxa de desemprego do país, com 21,5%. Segundo o levantamento, a taxa refere-se ao primeiro trimestre de 2018, que corresponde aos meses de janeiro, fevereiro e março.


Com base nos dados divulgados pelo instituto, o índice de desemprego no Amapá tem aumentado gradativamente. Se comparado com o trimestre anterior (outubro, novembro e dezembro), o estado teve um aumento de 2,7%. No mesmo período em 2017, o Amapá havia registrado uma taxa de 18,5% apontando um aumento de 3% aos dados atuais.


Em relação ao nível de ocupação, o estado apresentou uma queda de 1,5% se comparado com o trimestre anterior. Comparado com o mesmo período de 2017, a queda foi de 1,4%, mantendo-se assim equilibrado neste período.


Sobre a taxa de desocupação na força de trabalho, o Amapá também manteve-se equilibrado em relação ao trimestre anterior e o mesmo período de 2017, apresentando um crescimento de 0,2 e 0,5 respectivamente.


Além do Amapá, outras unidades federativas apontaram crescimento na taxa de emprego, entre elas: Bahia, com 17,9%; Pernambuco, com 17,7% e Alagoas, com 17,7%. As menores taxas foram registradas em Santa Catarina (6,5%), Mato Grosso do Sul (8,4%), Rio Grande do Sul (8,4%) e Mato Grosso (9,3%).


Os dados divulgados mostram que o desemprego é maior na região Nordeste, onde a taxa chega a 15,9% e mais fraco no Sul, que tem apenas 8,4% de sua força de trabalho sem emprego.


Em comparação com o quarto trimestre de 2017, houve um aumento de desemprego em todas as regiões, com maior intensidade no Nordeste, que teve alta de 2,1%.


Pessoas desalentas


O Brasil tinha 4,6 milhões de pessoas desalentadas no primeiro trimestre deste ano, o que equivale a uma taxa de desalento de 4,1% da força de trabalho ampliada. Tanto o contingente quanto a taxa registraram os recordes da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012.


Segundo o IBGE, 60,6% (2,8 milhões de pessoas) do contingente de desalentados são do Nordeste. Entre as unidades da federação, os maiores contingentes de desalentados estavam na Bahia (805 mil) e Maranhão (430 mil). Mesmo assim, Alagoas tinha a maior taxa de desalento (17,0%), enquanto o Rio de Janeiro e Santa Catarina, a menor (0,8%, ambos).


Na definição do IBGE, a população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho adequado, ou não tinha experiência ou qualificação, ou era considerado muito jovem ou idosa, ou não havia trabalho na localidade em que residia - e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.

Dessa forma, a população desalentada faz parte da força de trabalho potencial. 

Tag's: índice, desemprego, maior, amapá

Fonte: jdia.com.br

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